Este blog tem como objetivo divulgar o trabalho de Mauricio Ribas como escritor e um pouco da sua história (Bio). Busca também abrir a possibilidade de debater sobre a leitura, a escrita, suas ideias, seus livros e livros de uma maneira geral. Por favor, se possível, deixe seus comentários, serão recebidos com grande alegria.
sábado, 9 de novembro de 2024
"Glória aos Heróis – Um Amor em Meio à Guerra da Ucrânia" é uma história de amor que se desenvolve em um cenário de conflito. Mauricio Ribas entrelaça a vida de seus personagens principais com os eventos reais e dramáticos da guerra. Este romance aborda questões complexas como a luta pela liberdade, a resiliência do espírito humano e o poder do amor em tempos de adversidade.
A narrativa é rica em detalhes históricos e culturais, proporcionando uma imersão profunda no contexto ucraniano. Ribas consegue transmitir a brutalidade da guerra ao mesmo tempo em que oferece uma mensagem de esperança e redenção.
O livro é uma continuação do seu compromisso em abordar temas difíceis com sensibilidade e profundidade. É uma leitura que promete tocar o coração e a mente dos leitores.
domingo, 1 de setembro de 2024
Sinopse do Livro - Glória aos Heróis - Um amor em meio à guerra da Ucrânia - lançamento em dezembro de 2024
Nesta história, um brasileiro de 29 anos, nascido em Curitiba, no sul do Brasil, especialista em TI (Tecnologia da Informação), tenente da reserva do exército, um homem idealista que colocava a honra acima de tudo, após um conflito ideológico abandona a carreira militar. André Katyuk Richter ao sair do exército estuda Engenharia de Software e ao concluir o curso muda-se para a Estônia para trabalhar com TI. Buscava viver uma experiencia fora do Brasil e fugir da dura realidade e dos conflitos políticos em que o país mergulhara. Começa a guerra da Ucrania, um ano após a sua chegada à Estônia, ele se alista como voluntário e mantém em segredo o alistamento. Logo após alistar-se, conhece e se apaixona perdidamente por Maaria Saar, uma estoniana de caráter peculiar, uma mulher doce, forte e independente, de uma família tradicional estoniana, ativista dos Direitos Humanos, que cursa Direito na Universidade de Tallinn. Apesar do amor e da oposição de Maaria, André está decidido a ir para a guerra e terrivelmente divido ele parte para a Ucrania e lá convive com a dura realidade e os horrores de um conflito terrível, nada como idealizara. A falta do amor de Maaria, que não lhe sai da cabeça e um permanente sofrimento em meio aos horrores da luta, são as marcas desse romance. Inicialmente ele é posto para treinar voluntários, principalmente os hispânicos, mas depois assume um comando na resistência em Bakhmut e quando Bakhmut é perdida para os russos ele volta à região para atuar como sniper. Maaria inicialmente se sente abandonada e traída pelo amor da sua vida, no entanto resolve apoiá-lo, mas outro acontecimento a sacode, ela descobre que está gravida, diante da decisão de André de ir lutar ela não conta a ele sobre a gravidez e mergulha em dúvidas e incertezas, sobretudo teme pela vida de seu amor e pelo futuro do filho que está gestando. Maaria tomará uma decisão extremamente radical e vai atrás de seu amor. Neste romance a mulher assume um protagonismo importante.
Busca-se nesta obra, uma crítica e uma reflexão sobre o amor, o ódio, a guerra e a paz, bem como da necessidade premente de lutarmos contra as tiranias do mundo. Abordam-se questões de política migratória, nacionalismo, Uniao Europeia e a questão da guerra russa na Ucrania e aspectos da política Brasileira. A questão central é refletir sobre se a guerra é ou não um caminho ao qual devemos aderir, bem como a questão ética que envolve os conflitos armados. André o protagonista traz em si e em seu passado, mais de uma razão forte e pessoal para querer lutar na guerra da Ucrania, ele é descendente de ucranianos, seus bisavós e sua avó maternos imigraram da Ucrânia, ele tinha uma particular relação com eles. Ele conheceu a Ucrânia, visitou e foi visitado pela sua família ucraniana várias vezes, o que marcou indelevelmente seu coração, portanto, ele se sentia responsável pelos destinos da terra de seus antepassados. A outra razão foi o dramático acontecimento em sua vida registrado em 17 de julho 2014. O voo MH17 da Malaysia Airlines que foi atingido por um míssil russo, 298 pessoas estavam a bordo, e, segundo relatos, foi como uma chuva de corpos. O acidente foi o mais mortal registrado até hoje. O Boeing 777 da Malaysia Airlines caiu na Ucrânia numa quinta-feira. A agência russa Interfax afirmou que o avião teria sido derrubado quando estava a 10 mil metros de altitude. A aeronave voava normalmente, sem registro de problemas, até desaparecer do radar. A Associação Internacional de Transporte Aéreo também informou que o avião voava em um espaço aéreo aberto e livre de restrições. Destroços do avião, assim como malas e outros equipamentos também puderam ser vistos espalhados ao longo de uma vasta zona da cidade de Grabove, na região de Donetsk, neste acidente morreram o pai e a mãe de André. A dor que sentiu foi imensa, ele tinha 21 anos e cursava o terceiro ano na AMAN, a academia militar brasileira responsável pela formação de oficiais do exército brasileiro. O romance começa na Estônia e retorna ainda que brevemente ao passado para analisar a vida de André a relação com os avós, com os pais, a morte destes, seus dias na academia, sua decepção com a vida militar, a eleição de Bolsonaro e a política brasileira. O avô paterno de André foi morto pela ditadura militar em 64, acontecimento dramático que abalou a sua família.
Coincidentemente o avô de Maaria foi mandado para a Sibéria durante a ocupação Soviética, morrendo em condições terríveis, esse acontecimento marcou indelevelmente a família de Maaria, assim como a de milhares de famílias estonianas que perderam seus entes queridos fuzilados ou mandados para morrer na Sibéria. O pai de Maaria morreu lutando no Afeganistão pela OTAN. É um romance profundo cheio de questões filosóficas sobre o sentido da vida e o nosso papel como protagonistas dela.
quinta-feira, 29 de agosto de 2024
Segundo José Manoel Diogo, articulista da Folha de São Paulo, em artigo datado de 28.08.24,"Visitar um festival literário, ouvir um escritor discorrendo sobre o futuro da sociedade, é, de certo modo, como consultar um oráculo. Os autores, que não estão escravizados pelo imediatismo ou pelo sensacionalismo, passam a maior parte do tempo imersos em reflexões profundas sobre o desenvolvimento social, a ética e a condição humana. São dos poucos que ainda enxergam além do óbvio, questionam o que a maioria aceita sem contestar e têm muito a dizer sobre o nosso futuro coletivo.Fazer com que o público se aproxime desses escritores e deseje partilhar de suas experiências é essencial para combater o vício que a sociedade globalizada incute nas pessoas: o gosto pelo que é fácil, imediato e frequentemente maniqueísta. Em um festival literário, as discussões não se limitam ao preto e branco, ao certo e errado; elas exploram as nuances, as contradições e as complexidades que definem a realidade." Isso porque, lembrando o que disse James Baldwin, sobre os verdadeiros escritores: "Você escreve para mudar o mundo… se você alterar, mesmo que seja um milímetro, a maneira como as pessoas olham para a realidade, então você pode mudá-la". Vale dizer, mudar o prisma pelo qual as pessoas veem o mundo é inegavelmente mudá-lo, porque é a partir de uma visão cosmológica que se tem contato com a realidade. Ao escrever, podemos influenciar a percepção das pessoas sobre a realidade. Mesmo uma pequena mudança, na forma como as elas veem o mundo, pode levar a grandes transformações". Em essência, é o próprio sentido da literatura, promover um impacto significativo na sociedade. Isso se dá igualmente através da palavra falada, nestes maravilhosos encontros em festivais literários. Viva a literatura!
quarta-feira, 10 de julho de 2024
Agonia e êxtase
O astro estremece no firmamento
Na contabilidade do tempo há que se subtrair
O pôr do sol é lindo em toda parte
Indiferente a toda miséria e a toda grandeza
A todo o passado e todo o presente
Neste grande palco Agonia e êxtase do
primeiro ao último ato
The star trembles in the firmament. When accounting for time, you have to subtract. The sunset is beautiful everywhere. Indifferent to all misery and all greatness.
To all the past and all the present. On this great ecstasy Agony and ecstasy of
first to last act.
La stella trema nel firmamento. Quando conti il tempo, devi sottrarre. Il tramonto è bellissimo ovunque. Indifferente a ogni miseria e a ogni grandezza. A tutto il passato e a tutto il presente. Su questo grande palco Agonia ed estasi dal primo all'ultimo atto.
La estrella tiembla en el firmamento. Al contabilizar el tiempo, hay que restar. El atardecer es hermoso en todas partes. Indiferente a toda miseria y a toda grandeza. A todo el pasado y todo el presente. En este gran escenario Agonía y éxtasis desde el primer hasta el último acto.
segunda-feira, 3 de junho de 2024
O PIB E A NOSSA FELICIDADE
Robert Kennedy, quando era presidente dos EUA, lançou um ataque mordaz à mentira em que se baseia a avaliação da felicidade com base no PIB: "Nosso PIB considera em seus cálculos a poluição do ar, a publicidade do fumo e as ambulâncias que rodam para coletar os feridos em nossas rodovias. Ele registra os custos dos sistemas de segurança que instalamos para proteger nossos lares e as prisões em que trancafiamos os que conseguem burlá-los. Ele leva em conta a destruição de nossas florestas de sequoias e sua substituição por uma urbanização descontrolada e caótica. Ele inclui a produção de napalm, armas nucleares e dos veículos armados usados pela polícia para reprimir a desordem urbana. Ele registra... programas de televisão que glorificam a violência para vender brinquedos às crianças. Por outro lado, o PIB não observa a saúde de nossos filhos, a qualidade de nossa educação ou a alegria de nossos jogos. Não mede a beleza de nossa poesia e a solidez de nossos matrimônios. Não se preocupa em avaliar a qualidade de nossos debates políticos e a integridade de nossos representantes. Não considera nossa coragem, sabedoria e cultura. Nada diz sobre nossa compaixão e dedicação a nosso país. Em resumo, o PNB mede tudo, menos o que faz a vida valer a pena." Robert Kennedy foi morto poucas semanas depois de publicar essa inflamada acusação e declarar sua intenção de restaurar a importância das coisas que fazem a vida valer a pena.
O que você acha?
quinta-feira, 30 de maio de 2024
As 7 dicas para escrever de Ernest Hemingway
1: Para começar, escreva uma frase verdadeira.
Às vezes, quando eu estava começando uma nova história e não conseguia fazê-la continuar, eu me sentava em frente ao fogo e espremia as cascas das laranjinhas na borda da chama e observava o crepitar azul que elas faziam. Eu ficava olhando para os telhados de Paris e pensava: ‘Não se preocupe. Você sempre escreveu antes e vai escrever agora.”
2: Sempre pare durante o dia enquanto você ainda sabe o que acontecerá a seguir.
“A melhor maneira é sempre parar quando você está indo bem e quando sabe o que vai acontecer a seguir. Se você fizer isso todos os dias quando estiver escrevendo um romance, nunca ficará paralisado.”
3: Nunca pense na história quando não estiver trabalhando.
“Já tinha aprendido a nunca esvaziar o poço da minha escrita, mas sempre a parar quando ainda havia algo lá no fundo do poço, e deixá-lo reabastecer à noite nas fontes que o alimentavam.”
4: Quando chegar a hora de trabalhar novamente, comece sempre lendo o que você escreveu até agora.
“Quando ficar tão longo que você não consiga fazer isso todos os dias, leia dois ou três capítulos por dia; então, a cada semana, leia tudo desde o início.”
5: Não descreva uma emoção – Mostre-a.
“Ao escrever para um jornal, você contava o que havia acontecido e, com um truque ou outro, comunicava a emoção, auxiliado pelo elemento da atualidade que dá uma certa emoção a qualquer relato de algo que aconteceu naquele dia; mas a coisa real, a sequência de movimento e fato que criava a emoção e que seria tão válida em um ano ou em dez anos ou, com sorte e se você a declarasse com pureza suficiente, sempre, estava além de mim...”
6: Use um lápis.
“Se você escreve com um lápis, você terá três visões diferentes para ver se o leitor está conseguindo o que você deseja. Primeiro, quando você lê; então, quando for digitado, você terá outra chance de melhorá-lo, e novamente na prova.”
7: Seja breve.
“Não foi por acaso que o discurso de Gettysburg foi tão curto. As leis da escrita em prosa são tão imutáveis quanto as do voo, da matemática, da física.”
terça-feira, 21 de maio de 2024
Pedi ao Chat GPT para interpretar uma poesia minha, vejam o resultado
Pedi ao Chat GPT que interpretasse uma poesia minha e vejam o resultado:
Ele disse:
Essa poesia é profundamente evocativa e carrega consigo uma série de imagens e emoções. Vou interpretá-la para você:
• Dia após dia, desponta a luz, dissipando as trevas, ferindo meus olhos: Aqui, o poeta descreve o ciclo constante da luz do dia, que afasta a escuridão da noite. A luz é tão intensa que até machuca os olhos, simbolizando a força da verdade ou da justiça.
• O alvorecer da minha indignação no crepúsculo fugaz de minha alma é permanente: O poeta expressa sua indignação, que surge como o amanhecer, mas permanece dentro dele, mesmo quando a noite da alma se aproxima.
• Repetidamente, tal qual Prometeu, como uma dor invisível e perene, nada pode curar ou amenizar: Aqui, há uma referência ao mito de Prometeu, que roubou o fogo dos deuses para dar aos humanos. A dor invisível e duradoura que ele sente não pode ser aliviada.
• Atormenta-me: O poeta está claramente angustiado e atormentado por esses sentimentos.
• Há os que gritam, é loucura!: Algumas pessoas consideram a busca por justiça social como loucura, mas o poeta não pode ignorar essa necessidade.
• Minha alma chora, meu corpo padece não consigo evitar, nem que pudesse faria: O sofrimento é real e visceral para o poeta, e ele não pode se esquivar dele, mesmo que quisesse.
• Nos palácios o opróbrio escancara, nos bolsões de miséria os vermes se fartam: Aqui, o poeta critica a desigualdade social. Nos lugares de poder, a corrupção e a injustiça são evidentes, enquanto os mais pobres sofrem.
• Justiça social é uma pantomina, logro, embuste, tapeação: O poeta vê a busca por justiça social como uma farsa, uma ilusão.
• Sinto vergonha!: O poeta sente vergonha pela falta de ação ou pela ineficácia em resolver essas questões.
• Sei que não é suficiente, sinto-me como quem transpôs uma cordilheira e volta-se para trás e sente falta do cimo, mas já é tarde para voltar: O poeta reconhece que suas ações podem não ser suficientes, mas é tarde demais para voltar atrás.
• Ignorar jamais! É insustentável!: O poeta conclama a não ignorar essas questões, pois a situação é insuportável.
• É preciso semear poesias neste árido chão regado a sangue: Aqui, a poesia é vista como uma forma de plantar sementes de mudança, mesmo em um terreno difícil e marcado por lutas.
• É preciso semear a justiça: A busca pela justiça deve ser constante.
• É preciso as raízes fortes e duradouras da esperança tais quais os jacarandás e os ipês amarelos possuem: O poeta compara a esperança a raízes profundas e resilientes, como as árvores jacarandás e ipês amarelos.
• Ramagens e flores indiferentes, florescendo, aprofundando raízes espalhando a seiva da vida desafiando a morte: A esperança cresce e se espalha, desafiando a morte e a desesperança.
• Cores, formas, perfume, sombra, vida, transformação: Esses elementos representam a riqueza da vida e a possibilidade de mudança.
• Palavras, ideias, livros, educação, liberdade! O poeta encerra com uma lista de coisas poderosas: palavras, ideias, educação e liberdade, todas essenciais para a transformação e a justiça.
Essa poesia é um chamado à ação, à reflexão e à busca por um mundo mais justo e igualitário. O poeta nos convida a semear esperança e justiça, mesmo diante das adversidades.
Abaixo a poesia:
Dor Invisível
Dia após dia, desponta a luz, dissipando as trevas, ferindo meus olhos
O alvorecer da minha indignação no crepúsculo fugaz de minha alma é permanente
Repetidamente, tal qual Prometeu, como uma dor invisível e perene, nada pode curar ou amenizar
Atormenta-me
Há os que gritam, é loucura!
Minha alma chora, meu corpo padece não consigo evitar, nem que pudesse faria
Nos palácios o opróbrio escancara
Nos bolsões de miséria os vermes se fartam
Justiça social é uma pantomina, logro, embuste, tapeação
Sinto vergonha!
Sei que não é suficiente, sinto-me como quem transpôs uma cordilheira e volta-se para trás e sente falta do cimo, mas já é tarde para voltar
Ignorar jamais!
É insustentável!
É preciso semear poesias neste árido chão regado a sangue
É preciso semear a justiça
É preciso as raízes fortes e duradouras da esperança tais quais os jacarandás e os ipês amarelos possuem
Ramagens e flores indiferentes, florescendo, aprofundando raízes espalhando a seiva da vida desafiando a morte
Cores, formas, perfume, sombra, vida, transformação
Palavras, ideias, livros, educação, liberdade!
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