"Bem-vindo ao espaço literário de Mauricio Ribas! Aqui, compartilho minha jornada como escritor, explorando histórias, reflexões e debates sobre leitura e escrita. Se você ama literatura e busca inspiração, este blog é o seu ponto de encontro!"
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quinta-feira, 29 de agosto de 2024
Segundo José Manoel Diogo, articulista da Folha de São Paulo, em artigo datado de 28.08.24,"Visitar um festival literário, ouvir um escritor discorrendo sobre o futuro da sociedade, é, de certo modo, como consultar um oráculo. Os autores, que não estão escravizados pelo imediatismo ou pelo sensacionalismo, passam a maior parte do tempo imersos em reflexões profundas sobre o desenvolvimento social, a ética e a condição humana. São dos poucos que ainda enxergam além do óbvio, questionam o que a maioria aceita sem contestar e têm muito a dizer sobre o nosso futuro coletivo.Fazer com que o público se aproxime desses escritores e deseje partilhar de suas experiências é essencial para combater o vício que a sociedade globalizada incute nas pessoas: o gosto pelo que é fácil, imediato e frequentemente maniqueísta. Em um festival literário, as discussões não se limitam ao preto e branco, ao certo e errado; elas exploram as nuances, as contradições e as complexidades que definem a realidade." Isso porque, lembrando o que disse James Baldwin, sobre os verdadeiros escritores: "Você escreve para mudar o mundo… se você alterar, mesmo que seja um milímetro, a maneira como as pessoas olham para a realidade, então você pode mudá-la". Vale dizer, mudar o prisma pelo qual as pessoas veem o mundo é inegavelmente mudá-lo, porque é a partir de uma visão cosmológica que se tem contato com a realidade. Ao escrever, podemos influenciar a percepção das pessoas sobre a realidade. Mesmo uma pequena mudança, na forma como as elas veem o mundo, pode levar a grandes transformações". Em essência, é o próprio sentido da literatura, promover um impacto significativo na sociedade. Isso se dá igualmente através da palavra falada, nestes maravilhosos encontros em festivais literários. Viva a literatura!
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