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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A matemática da desigualdade

Em 2025, o Brasil recebeu mais uma prova amarga de sua fragilidade educacional. No PISA, exame internacional que mede a proficiência em leitura, ciências e matemática, o país obteve 377 pontos em matemática, contra 469 da média da OCDE. A diferença não é apenas numérica: significa um atraso de 4,6 anos escolares. Apenas 28% dos estudantes brasileiros atingiram o nível básico de proficiência, enquanto nos países desenvolvidos esse índice chega a 65%. E quando se olha para os níveis mais altos, os que revelam raciocínio avançado, o Brasil praticamente desaparece: 0% dos alunos contra 20% em países como Japão e Singapura. O retrato é cruel: 72% dos jovens brasileiros não conseguem sequer interpretar situações simples, como comparar descontos ou converter moedas. Entre os mais pobres, esse número sobe para 89%. A matemática, que deveria ser ferramenta de cidadania, torna-se barreira de exclusão. As raízes do fracasso O problema não nasceu em 2025. Desde 2015, os resultados em matemática e leitura estão estagnados. A escola brasileira continua presa à lógica da repetição de procedimentos, sem ensinar a aplicar o conhecimento à vida real. A pandemia agravou o quadro, deixando milhões de estudantes sem acesso digital e ampliando a evasão. Mas a crise não é apenas educacional: é política. A educação nunca foi prioridade nacional. Os anos da destruição Durante o governo Bolsonaro (2019–2022), a educação sofreu ataques sistemáticos: cortes orçamentários que estrangularam universidades e institutos de pesquisa; bloqueio de bolsas de pós-graduação, deixando jovens cientistas sem futuro; ataques ideológicos contra professores e universidades, acusados de “doutrinação”; gestão instável, com quatro ministros em quatro anos, muitos sem preparo técnico e além de tudo a militarização de escolas, reforçando disciplina rígida em vez de foco pedagógico. Além do mais, o agravamento das desigualdades no Governo Bolsonaro, sem políticas eficazes para reduzir a distância entre ricos e pobres, somado a pandemia que encontrou um sistema já fragilizado tornou tudo pior. Diante disso a falta de respostas adequadas, a exclusão digital e a evasão escolar se tornaram marcas de uma geração. O que fazer agora? Se quisermos mudar o destino, precisamos de coragem para enfrentar o óbvio: ensinar por problemas reais, não apenas por fórmulas; formar professores continuamente, para que transmitam segurança e clareza; combater desigualdades, com reforço escolar e apoio individualizado; usar tecnologia de forma inteligente, aproximando a matemática da vida; valorizar a educação como prioridade política, como fizeram países que avançaram e mudar a cultura, deixando de tratar a matemática como inimiga e reconhecendo-a como linguagem da cidadania. Conclusão O Brasil de 2025 mostra que a matemática da desigualdade ainda nos aprisiona. Os ataques sofridos durante o governo da direita não foram apenas cortes de verbas: foram cortes de futuro. Se não transformarmos a educação em projeto nacional, continuaremos condenando nossos jovens a repetir a equação da exclusão. #EducaçãoJá #PISA2025 #MatemáticaDaDesigualdade #BrasilAtrasado #InvestirEmEducação #CorteNaEducação #PrioridadeNacional #JuventudeSemFuturo #EducaçãoTransforma #RespeitoAoProfessor

A matemática da desigualdade

Em 2025, o Brasil recebeu mais uma prova amarga de sua fragilidade educacional. No PISA, exame internacional que mede a proficiência em le...